domingo, 15 de fevereiro de 2009

Poliedros de Platão 2 (O origami e o uso em sala de aula)

Olá,
passamos dos 3000 visitantes de antes de ontem pra ontem e decidi que ao chegar aos 5 mil eu vou dar um prêmio para aquele que fizer um print screen do contador...

Mas agora, voltando para nossos Poliedros de Platão.

Existe um tipo de Origami que se chama Kusudama, que traduzindo ao pé da letra é Bola de Remédio, pois antigamente as pessoas faziam e colocavam ervas aromáticas para dar pra pessoas doentes de forma que as ervas curassem a enfermidade. Hoje, quase já não se usa com essa finalidade. Seu objetivo principal é simplesmente enfeitar ou dar à um amigo somente com sua simbologia tradicional.

Mas o que isso tem a ver com poliedros? E a resposta é: "Tem muito a ver!".
A criação e a montagem dos Kusudamas é baseada principalmente nos poliedros de platão (Tetraedro, Hexaedro, Octaedro, Dodecaedro e Icosaedro).
E essa é uma contribuição muito grande da matemática, mais especificamente dos Poliedros de Platão para os Origamis.

Em contrapartida o Origami também pode contribuir e muito com o Ensino de Matemática de forma a construir os poliedros ou de se explorar os kusudamas para aprender matemática e adquirir habilidades matemáticas como a inteligência Viso-espacial. Que segundo Kaleff é muito importante para a aprendizagem da matemática, se esse tipo de ente matemática ficar unicamente no campo abstrato, não há uma aprendizagem significativa de seus elementos, conceitos, etc.
Kusudama Criado a partir da forma do Cubo (Luminous)
Kusudama Criado a partir da forma do dodecaedro.
Mas e se além de ver o aluno puder confeccionar, será que ele não vai aprender melhor? Tenho uma professora (Dra. Josefina Barrera Kalhil) que usa uma frase do Confúcio que eu gosto muito, que diz: "Eu escuto e esqueço. Vejo e lembro. Faço e entendo".
Essa frase já mostra a minha concepção né? De que se o aluno fizer não vai esquecer mais e aprender mesmo, não simplesmente decorar.
E por isso que eu mais uma vez venho sugerir aos professores de matemática que utilizem o Origami para levar os alunos a construirem seus próprios sólidos geométricos. Olha, eu não sei quem que faz os currículos do nosso país, mas eu acho que explora muito pouco as questões relativas aos Poliedros de Platão, o máximo que ainda trabalha é a Relação de Euler, deixando assim as aulas muito limitadas. Existem infinitas possibilidades pedagógicas de se trabalhar com os poliedros de Platão.
Agora! O professor que quiser trabalhar os poliedros tem que saber bem qual é objetivo da aula e saber fazer os origamis que vai trabalhar em sala de aula.
Os poliedros de Platão podem ser representados de duas formas, na forma de casca:
Onde vemos todas as faces inteiras;
Ou na forma de esqueleto:

Onde vemos somente as arestas, nesse caso podem-se explorar muito mais com os cubos de origami, pois além das arestas em alguns casos temos aberturas em diferentes formatos.
Se alguém ainda tiver alguma dúvida e quiser se aprofundar na forma de os poliedros de platão feitos em sala de aula, podem entrar em contato que eu faço questão de ajudar.

Abraços

Sugestões de Bibliografias:
KALEFF, Ana Maria R. Vendo e Entendendo Poliedros: do desenho ao cáculo do volume através de quebra-cabeças geométricos e outros materiais concretos (o meu tem até dedicatória da autora).
IMENES, Luiz Márcio. Geometria das Dobraduras.

6 comentários:

Fatima Guimaraes disse...

Olá Daniel
Olha...o tico e o teco começaram a brigar depois que eu li este post...hahahahaha...brincadeirinha...rsrsrs
Mas falando sério, adorei, muito legal mesmo.
Ontem eu estava dobrando meus módulos (sou uma das Giramundeiras da Cáu) e percebi que eles forma losangos perfeitos, daí pensei ...é pura matemática.
Desde pequena gosto de origami,mas apenas acho o visual lindooo!!!!
Nunca me propus a dobrar nada...( eu sei fazer barquinho de papel e balãozinho isso conta??)
Com o projeto da Cáu me entusiasmei com a brincadeira, to me vendo meio louca, pois acho que essas dobraduras devem ser feitas de modo que todos os angulos saiam perfeitos., somente assim é que o trabalho vai ficar bonito.Bom...eu to aqui mesmo por causa do post da matemática...rsrsr...agora sei que não estava errada...rsrsrsr
Adorei seu blog, muito inteligente.
Um grande abraço!!!!!

Elylinda disse...

Fantástico! Muito horrível!! Em uma linguagem simples e dinâmica você consegue o que muitos doutores emplumados não conseguem: transformar o conhecimento em fascínio. Quando tiver um curso me chama como colaboradora tá?!

Catarina Ramos disse...

Realmente o teu fascinio por esta area abre horizontes e quebra clichése rótulos dados á matemática!!!!

Assim tudo parece mais interessante!
Tens futuro, com certeza!!!

Beijinhos mil!!!!!!

Catarina Ramos disse...

correcção: clichês e rótulos ...rs

JJK.K,LD. disse...

rô LOCO MEU

Vanessa Novva disse...

Olá, encontrei seu blog por acaso, e estive lendo alguns de seus envios.
Sou professora de Matemática e também utilizo o Origami como facilitador no processo de ensino-aprendizagem.
Porém preciso fazer uma ressalva em seu texto.
Estudei na Universidade Federal Fluminense no Rio de Janeiro, e tive aulas com Ana Maria Kaleff e Eliane Moreira da Costa.
Em nenhum momento Kaleff trabalha com Origami. A não ser no livro em que ela escreveu sobre um tal "poliedro rotativo", o qual conheceu a partir do trabalho da professora Eliane Moreira da Costa que trabalha há mais de 20 anos com Origami na UFF.
Procure saber mais sobre o trabalho da Eliane, pois acredito que você gostará muito.

Beijinhos :*